Alunos tinham dificuldade de saber o que fazer primeiro.
Redesigndo AVA UCB
Como redesenhei uma sala de aula virtual no Brightspace para ajudar o aluno a entender onde começar, o que priorizar e como avançar com menos esforço.
Visão geral do projeto
O AVA da UCB reunia conteúdos, atividades, avisos e acompanhamento acadêmico. O problema era que, ao entrar na disciplina, o aluno precisava interpretar sozinho o que fazer primeiro.
A partir da análise da jornada de acesso, da matriz de satisfação dos usuários e do diagnóstico visual da sala de aula, identifiquei que o problema não era falta de funcionalidade, mas falta de orientação, hierarquia e consistência visual.
A proposta reorganiza a experiência da sala de aula para destacar a próxima ação, separar melhor conteúdo e tarefas, melhorar a leitura do progresso e aplicar uma linguagem visual mais consistente dentro das limitações do Brightspace.
Reorganizar a sala em torno da próxima ação.
Menos ambiguidade e menor carga cognitiva.
Como ler este case
Este case mostra como reduzi a desorientação do aluno em uma sala virtual, reorganizando a jornada em torno da próxima ação.
- 01 Onde o aluno se perdia
- 02 Como o problema aparecia na jornada
- 03 Quais decisões guiaram o redesign
- 04 Como a solução reorganiza prioridade, tarefa e progresso
Contexto e problema
O desafio era melhorar a orientação do aluno dentro de uma plataforma que funcionava tecnicamente, mas exigia interpretação constante para entender caminhos, prioridades e próximas ações.
Sistema
O AVA concentrava conteúdos, atividades, calendário, comunicados e acompanhamento de aprendizagem.
Desorientação
O aluno precisava interpretar caminhos, prioridades e próxima ação a cada etapa.
Restrição
O redesign precisava respeitar os limites do Brightspace/D2L, atuando principalmente em hierarquia, organização e clareza visual.
A solução precisava orientar melhor sem reconstruir a plataforma.
O diagnóstico combinou escuta de usuários, análise da experiência e leitura dos pontos de dificuldade do AVA.
A investigação analisou percepções de usuários sobre acesso, navegação, comunicação, aprendizagem, acessibilidade e satisfação geral com o AVA. O objetivo foi entender por que a plataforma funcionava como sistema, mas falhava como orientação para o aluno.
Formato da investigação
A investigação combinou análise qualitativa exploratória com usuários e pessoas envolvidas no uso do AVA, matriz de satisfação, análise heurística da interface e leitura dos fluxos principais da jornada do aluno.
Análise de percepções sobre navegação, layout, comunicação, aprendizagem e acessibilidade.
Feedbacks de alunos, professores, tutores e equipe envolvida na operação do AVA.
Leitura do percurso real: login, recepção do AVA, escolha da disciplina e entrada na sala.
Avaliação da interface para identificar competição visual, redundância e ausência de prioridade.
O que a pesquisa revelou
Usuários relatavam dificuldade por interface sobrecarregada, antiga e com muitos cliques.
ImplicaçãoSimplificar caminhos e reforçar a ação principal.
Ícones eram percebidos como genéricos, redundantes ou difíceis de diferenciar.
ImplicaçãoCriar iconografia mais consistente e reconhecível.
Alertas e calendário precisavam ser mais claros e visualmente relevantes.
ImplicaçãoReorganizar avisos e eventos por prioridade.
Usuários se sentiam perdidos ou desmotivados pela complexidade da plataforma.
ImplicaçãoTransformar a sala de aula em ponto de reorientação.
Havia preferência por telas maiores devido à má experiência em dispositivos móveis e dificuldades com recursos de acessibilidade.
ImplicaçãoPriorizar clareza visual, contraste, legibilidade e organização responsiva.
A interface mostrava um problema de orientação, não de quantidade.
A análise visual da sala de aula revelou que os elementos principais competiam pela atenção. A interface oferecia recursos, mas não deixava evidente o caminho mais importante para o aluno seguir.
A dificuldade começava antes da sala de aula.
O aluno passava pelo login, pela página inicial do AVA e pela escolha da disciplina. Quando finalmente entrava na sala, ainda precisava descobrir o contexto, a prioridade e a próxima tarefa.
Por isso, a sala de aula precisava funcionar como um ponto de reorientação, não apenas como uma página de conteúdo.
Diagnóstico da jornada até a sala
A dificuldade não começava no conteúdo. Começava antes, no caminho que o aluno precisava interpretar para chegar até ele.
Login
O aluno escolhe entre Microsoft e Acesso Direto sem entender claramente a diferença entre os caminhos.
- Problema
- Escolha inicial sem orientação
- Consequência
- Dúvida antes mesmo de entrar no AVA
- Necessidade
- Explicar o caminho recomendado
Recepção do AVA
Após o login, o aluno encontra disciplinas, calendário, avisos e informações institucionais competindo pela atenção.
- Problema
- Muitos sinais simultâneos
- Consequência
- O aluno ainda precisa interpretar onde deve ir
- Necessidade
- Priorizar disciplina e próxima ação
Sala de aula
Ao entrar na disciplina, conteúdos, atividades, progresso e configurações aparecem com pesos parecidos.
- Problema
- Prioridade difusa
- Consequência
- O aluno não entende rapidamente por onde começar
- Necessidade
- Destacar próxima ação, tarefas e progresso
O problema não era falta de recurso. Era excesso de interpretação entre uma etapa e outra.
Do diagnóstico ao redesign
O redesign não foi guiado por estética, mas pela necessidade de reduzir o esforço acumulado ao longo da jornada de acesso.
Cada decisão buscou tornar a entrada na disciplina mais clara, direta e orientada à ação.
Sem orientação clara
Não havia próxima ação evidente.
Criar entrada orientada à atividade.
O aluno entende por onde começar.
Navegação redundante
A mesma ação aparecia em mais de um ponto.
Reduzir caminhos concorrentes.
A navegação fica mais previsível.
Baixa hierarquia visual
Conteúdos, avisos, tarefas e progresso tinham pesos parecidos.
Separar níveis de prioridade.
O aluno distingue principal, apoio e informação.
Conteúdo e ação misturados
Estudo e tarefa apareciam sem distinção suficiente.
Separar áreas de conteúdo, atividade e aviso.
O aluno entende quando estudar, entregar ou consultar.
Progresso pouco acionável
O progresso informava, mas não orientava.
Vincular progresso à próxima ação.
O avanço passa a sugerir continuidade.
Cada ajuste visual precisava responder a uma dificuldade observada: orientar primeiro, organizar depois e só então permitir exploração.
O redesign também precisava tornar a plataforma mais reconhecível e consistente.
Como a estrutura base do Brightspace tinha restrições, parte do impacto veio da criação de uma linguagem visual mais clara para ícones, cores, banners e identificação das modalidades.
Nova iconografia
Substituição de ícones inconsistentes por um sistema visual mais coeso, reconhecível e alinhado às funções do AVA.
Paleta por modalidade
Cores organizadas por modalidade de ensino para facilitar identificação, diferenciação e consistência visual.
Identidade aplicada
Banners, cores e elementos visuais foram ajustados para renovar a percepção da plataforma sem alterar sua estrutura base.
Acessibilidade visual
Decisões de contraste, legibilidade e clareza foram consideradas para reduzir esforço de leitura e melhorar reconhecimento.
Uma experiência orientada à ação.
A proposta reorganiza a sala de aula para deixar claro o que fazer primeiro, separar contextos e tornar o progresso mais compreensível.
Próxima ação em destaque
A entrada da disciplina passa a orientar o aluno sobre o que fazer agora.
Conteúdo separado de tarefas
Materiais de estudo e atividades deixam de competir pelo mesmo espaço.
Progresso mais compreensível
O acompanhamento passa a apoiar decisão, não apenas mostrar porcentagem.
Menos competição visual
Blocos com papéis claros reduzem ambiguidade e esforço de interpretação.
Menos interpretação. Mais segurança para continuar.
Como a mensuração final ainda não estava consolidada, o impacto foi descrito como resultado esperado: reduzir ambiguidade, destacar a ação principal e tornar a navegação mais previsível para o aluno.
O aluno entende onde começar sem precisar explorar todo o sistema.
A ação prioritária aparece logo na entrada da disciplina.
A interface reduz o esforço necessário para interpretar conteúdo, tarefas e avisos.
Caminhos mais previsíveis diminuem cliques desnecessários.
O acompanhamento passa a apoiar a tomada de decisão do aluno.
Ícones, cores e áreas da interface ganham linguagem mais coerente.
No AVA, clareza não era acabamento visual. Era o que ajudava o aluno a continuar.
Este projeto não foi sobre reorganizar uma interface. Foi sobre transformar uma experiência fragmentada em um fluxo mais contínuo de entendimento.
A sala de aula deixou de ser apenas um destino dentro do AVA e passou a atuar como um ponto de reorientação da jornada do aluno.
Dentro das restrições do Brightspace, a solução mostrou que hierarquia, consistência visual e arquitetura da informação podem gerar mais clareza mesmo sem alterar profundamente a estrutura da plataforma.